segunda-feira, 20 de abril de 2020

COVID - 19, ENTENDA COMO O NOVO CORONAVÍRUS AGE DENTRO DO ORGANISMO E COMO PREVENIR


  


     Descoberto no fim do ano passado, após registros na China, o novo coronavírus (SARS-Cov-2) propagou – se para diversos países em um curto período de tempo. No início de março (11), a Organização Mundial de Saúde declarou a situação como Pandemia de COVID-19, doença causada pelo vírus. Menos de um mês depois, o número de casos confirmados em todo o mundo já passa dos 700 mil, contabilizando mais de 34 mil mortes. 
    O SARs-Cov-2 faz parte da família “coronaviridae”, responsável por causar desde quadros respiratórios leves, semelhantes a uma gripe,  a casos graves com insuficiência respiratória. Confirmando o que vem sendo divulgado massivamente na mídia, os agravamentos acometem principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas, como obesidade, diabetes, hipertensão e cardiopatias.

    Estudos apontam que a transmissão ocorre por meio da absorção de gotículas liberadas pela tosse ou espirro de uma pessoa infectada ou pelo contato com superfícies contaminadas pelo vírus. Após o indivíduo levar a mão com gotículas à boca, ao nariz ou aos olhos, o vírus consegue entrar no organismo: O vírus se instala nas nossas células do fundo do nariz e da garganta ligando-se a receptores específicos. Uma vez dentro da célula, ele passa a dar ordens, ou seja ele diz o que deve ser feito. Então, o vírus começa a se multiplicar até que essa célula se rompe e ele passe a infectar novas células.



    
    A partir desse momento, o corpo começa a manifestar as primeiras respostas inflamatórias ao SARs-Cov-2, como dor de garganta e nariz entupido. O vírus segue por nossas vias aéreas (tubos brônquicos), tendo os pulmões como destino. Durante o trajeto, outros sintomas podem se manifestar: tosse, febre, mal estar, perda de apetite. O quadro pode se agravar ainda mais com o desenvolvimento de uma pneumonia. Isso acontece porque o vírus causa uma congestão nos nossos alvéolos, que são pequenos sacos de ar que estão localizados  na extremidade dos nossos pulmões. Eles são os responsáveis por fazer com que o oxigênio chegue ao sangue e daí, ao resto do nosso corpo em decorrência da complicação, o corpo pode receber menos oxigênio e o paciente ter insuficiência respiratória.

    Uma média de 86% das infecções são assintomáticas. Isso significa que muitos pacientes não apresentam indício algum de Covid-19. Por conta disso, a maioria das transmissões, em torno de 79%, ocorrem a partir de casos assintomáticos.

    Por esse aspecto, há a necessidade de se tomar medidas de prevenção no sentido de intensificar a higiene e praticar o distanciamento social, como forma de combater o avanço do SARs-Cov-2.

Como se prevenir do Covid-19 de forma eficaz?

    Nas últimas semanas, o aumento no número de casos de covid-19 tem sido a principal pauta dos veículos de comunicação e das redes sociais. Muita informação vem sendo compartilhada sobre a doença e sobre o agente causador: o SARS-Cov-2, ou novo coronavírus como ficou conhecido.
    O vírus se prolifera através de gotículas liberadas pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas, a transmissão pode ocorrer tanto pela absorção dessas gotículas, quanto pelo contato com superfícies contaminadas.

    No final de fevereiro, a Organização Mundial de Saúde divulgou que ainda não era possível afirmar quanto tempo o novo coronavírus conseguia sobreviver no meio ambiente, mas que poderia ser algo em torno de horas ou alguns dias. De lá pra cá, vários estudos vêm sendo realizados em busca de uma resposta mais assertiva. 
Um estudo  publicado no J. Hos. Infection, avaliou o comportamento dos outros tipos de coronavírus. Eles podem permanecer infecciosos em superfícies em temperatura ambiente por até 09 dias. Além disso, temperatura acima de 30ºC diminui a sobrevivência do vírus.
    Um O estudo analisou a resistência do novo coronavírus fora do corpo humano e em materiais diferentes. O que ele verificou foi que os aerossóis, essas gotículas de saliva, podem ficar no ar por 3 até 4 horas; em superfícies de contato de cobre  4 horas; em papelão 24 horas; em aço de 2 a 3 dias e em plástico também por 3 dias.

Como Prevenir?

    Sobre as formas de prevenção, vários pesquisadores apresentam as mesmas recomendações: evitar aglomerações; praticar o distanciamento social; manter os locais de convivência arejados; usar mascaras cirúrgicas; limpar as superfícies de contato com água sanitária, desinfetantes ou álcool a 70%; e higienizar as mãos, de preferência, com água e sabão, álcool 70% apenas quando não for possível lavá-las.
    Muitas pessoas ainda duvidam dessa última orientação. Algumas compraram litros de álcool por terem sido informadas, erroneamente, que era o único produto capaz de “matar” o vírus. a higiene com sabonete é mesmo eficaz. O vírus causador da doença COVID-19 possui uma capa de lipídios (gordura) que pode ser removida utilizando água e sabão. Isso danifica a estrutura do vírus, eliminando-o.
    Nem todo álcool tem eficácia semelhante: Concentrações menores não são eficazes e maiores podem causar irritação na pele. O álcool 70% em gel ou líquido são igualmente eficazes, mas deve-se ter cuidado com a apresentação líquida, pois ele pode ser mais inflamável.

Atenção às refeições!

    A alimentação é outra aliada na prevenção! uma dieta balanceada contribui para o fortalecimento da imunidade: Os alimentos contêm substâncias bioativas que podem estimular o sistema imunológico, aumentando a resistência às bactérias e aos vírus. Quanto mais colorido, maior é a diversidade de vitaminas e minerais.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Impressora 3D capaz de construir uma casa em menos de 24h





    
    As impressoras 3D são uma realidade e têm ajudado a salvar vidas e a melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiências como você já viu aqui no BLOG. Agora, está sendo testada pela Universidade do Sul da Califórnia uma versão gigante capaz de construir uma casa inteira em menos de 24 horas.
    O robô gigante foi projetado pelo professor Behrokh Khoshnevis e substitui uma parte dos trabalhadores da construção civil. A tecnologia, conhecida como Contour Crafting, poderia revolucionar a indústria da construção. Com uma proposta de redução de custos, tornaria viável a possibilidade de que milhões de pessoas de baixa renda tivessem moradias decentes, além de poder ser usada para reconstruir áreas devastadas por desastres naturais, como foi o caso das Filipinas recentemente.
A solução Contour Crafting pode rapidamente construir uma estrutura completa a partir de um projeto de computador. Ela também produz estruturas muito mais fortes do que os métodos tradicionais de construção e, enquanto o sistema ergue as paredes com concreto, trabalhadores ficam responsáveis pelo acabamento, tornando o processo muito mais rápido e eficiente.





quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Impressoras 3D: revolucionando para o bem

É recente a popularização da impressão 3D, com a venda de impressoras mais acessíveis ao público, como as fabricadas pela MakerBot. Mas a tecnologia já tem seus bons anos: o primeiro registro de um modelo sólido impresso data de 1981, obra do pesquisador Hideo Kodama, do Instituto de Pesquisas de Nagoya, no Japão.
Desde então, a produção de itens em três dimensões foi se aprimorando e culminou com o desenvolvimento de impressoras de mais fácil aquisição. Tudo bem que 1,5 mil dólares não é exatamente um valor barato, mas o equipamento que permite imprimir objetos virou algo mais possível de ter em escolas, hospitais, pequenas e médias empresas e nas residências de entusiastas.
E, como acontece com grande parte das coisas, ao chegar às mãos de mais gente, novos e criativos usos foram surgindo, em iniciativas que tem surpreendido pela rápida solução de problemas. Em contrapartida, também apareceram questões éticas que não existiam até então, como a impressão de itens de uso controlado como armas de fogo, que, mesmo sendo feitas com materiais plásticos, continuam capazes de machucar.

Imprimindo para o bem

O noticiário sobre impressão 3D tem trazido documentários, vídeos e matérias daqueles que ajudam a restaurar a esperança na humanidade. São pessoas motivadas a solucionar pequenos problemas do cotidiano usando a tecnologia de impressão 3D, transformando completamente a vida das pessoas e até salvando vidas.
Um dos mais emocionantes casos do tipo é o Robohand, iniciativa que cria mãos robóticas para quem nasceu com problemas congênitos que impediram ou mal-formaram esse membro, ou para pessoas que tenham sofrido algum tipo de acidente.
Usando uma impressora MakerBot, o carpinteiro Richard Van As, que perdeu 4 dedos da mão em um acidente de trabalho, e o designer Ivan Owen criaram um modelo de mãos robóticas que agarram objetos.
Os dedos todos se movem de acordo com um comando dado pelo pulso do usuário da prótese. Caso seja dobrado para ‘fora’, os dedos se abrem; fechando o pulso para dentro, os dedos se fecham, segurando objetos e transformando a vida de crianças como Liam, de 5 anos, que nasceu sem os dedos da mão direita.




Com a impressora 3D à disposição, Owen e Van As puderam experimentar o desenvolvimento das Robohands com pouco investimento e a milhas de distância um do outro, já que se tornou muito mais simples aprimorar as mãos robóticas e imprimir novas peças com bastante rapidez.
Outro grande benefício é que as crianças podem ter suas mãos consertadas com uma velocidade incrível caso quebrem alguma peça acidentalmente, o que dá a elas a liberdade de usar a mão robótica como bem entenderem, seja para nadar, brincar ou correr, sem precisar temer uma possível quebra da prótese. Durante a fase de crescimento, as mãos feitas com impressoras 3D também são simples de adaptar ao desenvolvimento e crescimento dos pequenos: basta aumentar as falanges e ajustar as tiras que se prendem ao pulso.


Como se melhorar a experiência de vida de crianças e adultos que não tem as mãos não fosse incrível o suficiente, um caso recente na medicina demonstra que ainda há muito potencial a ser desenvolvido com as impressoras 3D.


Quando o pequeno Kaiba Gionfriddo nasceu, sua traqueia não era capaz de se manter firme o suficiente para que o ar passasse e permitisse sua respiração. Em busca de uma solução para salvar a vida do menino, a equipe do hospital pediu permissão aos pais para tentar algo novo: aimpressão de um suporte que fosse customizado para o Kaiba, imitando o caminho de sua traqueia e brônquios, ajudando-o a respirar enquanto seu organismo se fortalecia para que a cavidade fosse mantida e permitisse a passagem do ar.
O procedimento foi um grande sucesso – a peça, inserida cirurgicamente no garoto, foi desenvolvida por uma impressora 3D usando um polímero biodegradável conhecido como ‘policaprolactona’ (PCL) , que, em cerca de três anos, se decompõe naturalmente e é absorvido pelo corpo humano, sem a necessidade de nova cirurgia para retirada. Em apenas 21 dias após a cirurgia, o bebê já não precisava mais da ajuda de equipamentos para respirar.

Com o tempo e o aprimoramento das técnicas e do conhecimento dos médicos acerca da tecnologia de impressão 3D, o futuro promete boas novas como a impressão de órgãos para transplante (fígados já foram produzidos em laboratório!), próteses como a Robohand e suportes como o do bebê Kaiba. Mas nem tudo são sorrisos quando se trata de impressão 3D.

FONTE TECNOBLOG R7

MANEL DA XEROX