quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Impressoras 3D: revolucionando para o bem

É recente a popularização da impressão 3D, com a venda de impressoras mais acessíveis ao público, como as fabricadas pela MakerBot. Mas a tecnologia já tem seus bons anos: o primeiro registro de um modelo sólido impresso data de 1981, obra do pesquisador Hideo Kodama, do Instituto de Pesquisas de Nagoya, no Japão.
Desde então, a produção de itens em três dimensões foi se aprimorando e culminou com o desenvolvimento de impressoras de mais fácil aquisição. Tudo bem que 1,5 mil dólares não é exatamente um valor barato, mas o equipamento que permite imprimir objetos virou algo mais possível de ter em escolas, hospitais, pequenas e médias empresas e nas residências de entusiastas.
E, como acontece com grande parte das coisas, ao chegar às mãos de mais gente, novos e criativos usos foram surgindo, em iniciativas que tem surpreendido pela rápida solução de problemas. Em contrapartida, também apareceram questões éticas que não existiam até então, como a impressão de itens de uso controlado como armas de fogo, que, mesmo sendo feitas com materiais plásticos, continuam capazes de machucar.

Imprimindo para o bem

O noticiário sobre impressão 3D tem trazido documentários, vídeos e matérias daqueles que ajudam a restaurar a esperança na humanidade. São pessoas motivadas a solucionar pequenos problemas do cotidiano usando a tecnologia de impressão 3D, transformando completamente a vida das pessoas e até salvando vidas.
Um dos mais emocionantes casos do tipo é o Robohand, iniciativa que cria mãos robóticas para quem nasceu com problemas congênitos que impediram ou mal-formaram esse membro, ou para pessoas que tenham sofrido algum tipo de acidente.
Usando uma impressora MakerBot, o carpinteiro Richard Van As, que perdeu 4 dedos da mão em um acidente de trabalho, e o designer Ivan Owen criaram um modelo de mãos robóticas que agarram objetos.
Os dedos todos se movem de acordo com um comando dado pelo pulso do usuário da prótese. Caso seja dobrado para ‘fora’, os dedos se abrem; fechando o pulso para dentro, os dedos se fecham, segurando objetos e transformando a vida de crianças como Liam, de 5 anos, que nasceu sem os dedos da mão direita.




Com a impressora 3D à disposição, Owen e Van As puderam experimentar o desenvolvimento das Robohands com pouco investimento e a milhas de distância um do outro, já que se tornou muito mais simples aprimorar as mãos robóticas e imprimir novas peças com bastante rapidez.
Outro grande benefício é que as crianças podem ter suas mãos consertadas com uma velocidade incrível caso quebrem alguma peça acidentalmente, o que dá a elas a liberdade de usar a mão robótica como bem entenderem, seja para nadar, brincar ou correr, sem precisar temer uma possível quebra da prótese. Durante a fase de crescimento, as mãos feitas com impressoras 3D também são simples de adaptar ao desenvolvimento e crescimento dos pequenos: basta aumentar as falanges e ajustar as tiras que se prendem ao pulso.


Como se melhorar a experiência de vida de crianças e adultos que não tem as mãos não fosse incrível o suficiente, um caso recente na medicina demonstra que ainda há muito potencial a ser desenvolvido com as impressoras 3D.


Quando o pequeno Kaiba Gionfriddo nasceu, sua traqueia não era capaz de se manter firme o suficiente para que o ar passasse e permitisse sua respiração. Em busca de uma solução para salvar a vida do menino, a equipe do hospital pediu permissão aos pais para tentar algo novo: aimpressão de um suporte que fosse customizado para o Kaiba, imitando o caminho de sua traqueia e brônquios, ajudando-o a respirar enquanto seu organismo se fortalecia para que a cavidade fosse mantida e permitisse a passagem do ar.
O procedimento foi um grande sucesso – a peça, inserida cirurgicamente no garoto, foi desenvolvida por uma impressora 3D usando um polímero biodegradável conhecido como ‘policaprolactona’ (PCL) , que, em cerca de três anos, se decompõe naturalmente e é absorvido pelo corpo humano, sem a necessidade de nova cirurgia para retirada. Em apenas 21 dias após a cirurgia, o bebê já não precisava mais da ajuda de equipamentos para respirar.

Com o tempo e o aprimoramento das técnicas e do conhecimento dos médicos acerca da tecnologia de impressão 3D, o futuro promete boas novas como a impressão de órgãos para transplante (fígados já foram produzidos em laboratório!), próteses como a Robohand e suportes como o do bebê Kaiba. Mas nem tudo são sorrisos quando se trata de impressão 3D.

FONTE TECNOBLOG R7

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MANEL DA XEROX