sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Impressoras 3D: revolucionando para o bem
É recente a popularização da
impressão 3D, com a venda de impressoras mais acessíveis ao público, como as
fabricadas pela MakerBot.
Mas a tecnologia já tem seus bons anos: o primeiro registro de um modelo sólido
impresso data de 1981, obra do pesquisador Hideo Kodama, do Instituto de Pesquisas de
Nagoya, no Japão.
E, como acontece com grande parte das coisas, ao chegar às mãos
de mais gente, novos e criativos usos foram surgindo, em iniciativas que tem
surpreendido pela rápida solução de problemas. Em contrapartida, também
apareceram questões éticas que não existiam até então, como a impressão de
itens de uso controlado como armas de fogo, que, mesmo sendo feitas com
materiais plásticos, continuam capazes de machucar.
Imprimindo
para o bem
O
noticiário sobre impressão 3D tem trazido documentários, vídeos e matérias
daqueles que ajudam a restaurar a esperança na humanidade. São pessoas
motivadas a solucionar pequenos problemas do cotidiano usando a tecnologia de
impressão 3D, transformando completamente a vida das pessoas e até salvando
vidas.
Um dos
mais emocionantes casos do tipo é o Robohand, iniciativa que cria mãos robóticas
para quem nasceu com problemas congênitos que impediram ou mal-formaram esse
membro, ou para pessoas que tenham sofrido algum tipo de acidente.
Os
dedos todos se movem de acordo com um comando dado pelo pulso do usuário da
prótese. Caso seja dobrado para ‘fora’, os dedos se abrem; fechando o pulso
para dentro, os dedos se fecham, segurando objetos e transformando a vida de
crianças como Liam, de 5 anos, que nasceu sem os dedos da mão direita.
Com a
impressora 3D à disposição, Owen e Van As puderam experimentar o
desenvolvimento das Robohands com pouco investimento e a milhas de distância um
do outro, já que se tornou muito mais simples aprimorar as mãos robóticas e
imprimir novas peças com bastante rapidez.
Outro
grande benefício é que as crianças podem ter suas mãos consertadas com uma
velocidade incrível caso quebrem alguma peça acidentalmente, o que dá a elas a
liberdade de usar a mão robótica como bem entenderem, seja para nadar, brincar
ou correr, sem precisar temer uma possível quebra da prótese. Durante a fase de
crescimento, as mãos feitas com impressoras 3D também são simples de adaptar ao
desenvolvimento e crescimento dos pequenos: basta aumentar as falanges e
ajustar as tiras que se prendem ao pulso.
Como se melhorar a experiência
de vida de crianças e adultos que não tem as mãos não fosse incrível o
suficiente, um caso recente na medicina demonstra que ainda há muito potencial
a ser desenvolvido com as impressoras 3D.
Quando o pequeno Kaiba
Gionfriddo nasceu, sua traqueia não era capaz de se manter firme o suficiente para que o ar passasse e permitisse
sua respiração. Em busca de uma solução para salvar a vida do menino, a equipe
do hospital pediu permissão aos pais para tentar algo novo: aimpressão de um suporte que fosse customizado para o Kaiba,
imitando o caminho de sua traqueia e brônquios, ajudando-o a respirar enquanto
seu organismo se fortalecia para que a cavidade fosse mantida e permitisse a
passagem do ar.
O
procedimento foi um grande sucesso – a peça, inserida cirurgicamente no garoto,
foi desenvolvida por uma impressora 3D usando um polímero biodegradável
conhecido como ‘policaprolactona’ (PCL) , que, em cerca de três anos, se
decompõe naturalmente e é absorvido pelo corpo humano, sem a necessidade de
nova cirurgia para retirada. Em apenas 21 dias após a cirurgia, o bebê já não
precisava mais da ajuda de equipamentos para respirar.
FONTE TECNOBLOG R7
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